Café apresenta desaceleração de preços em casa, mas continua caro fora do lar.

preos aliviam em 2026, mas cafezinho segue caro fora de casa

Neste Dia do Café, celebrado em 14 de abril, os dados apontam para uma transição positiva na percepção dos consumidores brasileiros sobre a bebida. Embora o preço do café tenha aumentado significativamente no último ano, uma recente desaceleração nos preços começa a ser notada. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, revelou que entre janeiro e março de 2026, o preço do café em grão caiu 3,62%, e o café solúvel teve uma redução de 2,02%. No entanto, o café consumido fora de casa apresentou uma leve variação de apenas -0,08%.

Um estudo do Procon-SP, realizado em setembro de 2025, confirmou que o preço do café coado em padarias da capital paulista subiu, em média, 36,5% em comparação a 2024. O levantamento foi feito em 50 padarias da cidade e mostrou que o valor do café pode variar amplamente, custando R$ 7,71 na Zona Leste e chegando a R$ 10,77 na Zona Oeste, uma diferença de quase 40%. Apesar do aumento nos preços, o consumo de café no Brasil caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, impactado pelos altos preços, mas a receita da indústria cresceu.

O aumento generalizado no preço do café em 2025 foi impulsionado pela valorização da commodity no mercado global e problemas climáticos em áreas produtoras que diminuíram a oferta. Além disso, custos logísticos e de produção mais altos também pressionaram os preços ao longo da cadeia produtiva. De acordo com analistas, a oferta de café pode aumentar com a recuperação da produção, especialmente no Brasil, o maior produtor de café arábica do mundo. Isso sugere que a recente queda nos preços do café para consumo em casa pode não se refletir nos estabelecimentos, onde fatores como mão de obra e aluguel ainda pesam nos custos.