BofA rebaixa Usiminas para neutro diante do fraco mercado de aço no Brasil e limitações na geração de caixa.

Após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, o Bank of America (BofA) revisou sua análise sobre o setor de siderurgia na América Latina, rebaixando a Usiminas (USIM5) de compra para neutro. O banco destaca um mercado fraco de aço no Brasil, mesmo com medidas protecionistas em vigor, enquanto o cenário nos Estados Unidos é mais favorável, sustentando preços e resultados. Somado a isso, as ações da Usiminas caíram 3,19%, cotadas a R$ 6,98.
O BofA prevê que a geração de caixa da Usiminas ficará pressionada devido a uma normalização no capital de giro, e há riscos de resultados adversos no segundo trimestre, caso não se concretizem os aumentos nos preços do aço. Em contraste, a Gerdau (GGBR4) continua com recomendação de desempenho acima da média, com preço-alvo de R$ 26, graças a uma operação robusta na América do Norte e um backloff forte. A geração de caixa da Gerdau é estimada em 7,3%, podendo chegar a até 10% entre 2027 e 2028.
O BofA também manteve a recomendação de venda para a CSN Mineração (CMIN3), citando preocupações com alavancagem. O banco observa que a dívida líquida deve se aproximar de cinco vezes o EBITDA em 2026, aumentando os riscos relacionados ao refinanciamento da dívida e exigindo, possivelmente, a venda de ativos. A CSN Mineração, de acordo com o BofA, apresenta um prêmio em relação a outras mineradoras de minério de ferro, o que pode comprometer sua liquidez.
De maneira geral, o Brasil enfrenta um cenário em que, apesar de decisões de antidumping e ajustes de preços, a eficácia das medidas comerciais é limitada. Enquanto isso, o mercado norte-americano se mostra mais resiliente, com alta demanda e oferta restrita, permitindo que empresas como Gerdau e Ternium se beneficiem de reduções em investimentos futuros, aumentando a geração de caixa livre no setor.