Homem descobre síndrome da autofermentação após ser preso por dirigir embriagado sem ter consumido álcool.

A sndrome misteriosa que faz as pessoas ficarem bbadas espontaneamente

Em 2019, Mark Mongiardo, ex-diretor atlético de uma escola de ensino médio em Nova York, enfrentou problemas sérios após ser parado por conduzir sob influência de álcool, mesmo sem ter ingerido bebida alcoólica. O teste do bafômetro registrou um teor alcoólico de 0,18%, superando em muito o limite legal. Essa foi sua segunda infração no período de dois anos e ele já enfrentava questões com a percepção de colegas e familiares sobre seu comportamento, com indícios de embriaguez inexplicáveis.

Após sua prisão, Mongiardo começou a notar que seus problemas iam além da bebida. Ele teve episódios de confusão e dificuldade de articulação em momentos sociais, mesmo sem a presença de álcool. A situação se agravou a ponto de sua esposa sugerir que ele buscasse ajuda médica. O diagnóstico finalmente veio por meio do gastroenterologista Prasanna C. Wickremesinghe, que confirmou que Mongiardo sofria da síndrome da autofermentação, uma condição rara em que o corpo converte carboidratos em etanol em quantidades que levam à embriaguez.

Os sintomas da síndrome podem variar bastante e incluem alterações de humor e confusão mental, o que torna o diagnóstico desafiador. Muitos pacientes, como Mongiardo, são frequentemente considerados alcoólatras em negação, o que faz com que o tratamento seja ainda mais complicado. A pesquisa sobre a síndrome está crescendo, e os médicos estão cada vez mais cientes de que essas situações podem ser mais comuns do que se pensava.

Atualmente, Mongiardo adotou uma dieta livre de carboidratos e açúcares e faz uso de medicação antifúngica, o que ajudou a controlar sua condição. Ele compartilha sua experiência em um canal no TikTok, onde espera aumentar a consciência sobre a síndrome e o impacto que pode ter na vida das pessoas. O subdiagnóstico ainda persiste, com muitos médicos relutantes em reconhecer a condição como legítima, o que aumenta a necessidade de uma melhor conscientização e entendimento entre profissionais de saúde.