Hungria realiza eleição crucial que pode encerrar 16 anos de governo de Viktor Orbán.

Nmero recorde de hngaros comparece s urnas; eleio pode destituir Orbn

Os húngaros foram às urnas neste domingo em uma eleição que pode marcar o fim de 16 anos de governo do primeiro-ministro Viktor Orbán. O pleito tem a capacidade de abalar tanto a Rússia quanto os círculos de direita no Ocidente, impactando até mesmo a Casa Branca do presidente Donald Trump. Orbán, que se identifica como um nacionalista eurocético, estabeleceu um modelo conhecido como democracia iliberal, considerado por alguns um exemplo dentro do movimento Make America Great Again.

A insatisfação da população com o governo de Orbán tem crescido, especialmente diante de três anos de estagnação econômica e da elevação do custo de vida, além de relatos sobre elites próximas ao governo acumulando riqueza. Pesquisas indicam que o partido Fidesz, de Orbán, está com 7 a 9 pontos percentuais atrás do novo partido de oposição de centro-direita, Tisza, liderado por Peter Magyar, que alcança entre 38% e 41% nas intenções de voto.

A participação dos eleitores foi alta, com estimativas apontando que 66% compareceram às urnas, acima dos 52,75% registrados no mesmo período durante as eleições de 2022. Em Budapeste, foram vistas longas filas nas seções eleitorais. Magyar, após votar, afirmou que os húngaros estariam fazendo história ao escolher entre Oriente e Ocidente e enfatizou a necessidade de denunciar possíveis irregularidades, reforçando que fraude eleitoral é um crime sério.

O resultado da eleição é aguardado com expectativa, e Magyar se mostrou otimista sobre a possibilidade de seu partido conquistar a maioria no Parlamento de 199 assentos, o que permitiria uma alteração na constituição do país. Por sua vez, Orbán reafirmou a importância de respeitar a constituição húngara e as decisões do povo ao votar na mesma região da capital.