Goldman Sachs recomenda compra das ações da Brava Energia após desempenho abaixo do esperado, com potencial de alta de 16%.

Goldman eleva Brava para compra e v risco-retorno atrativo aps ao ficar para trs

O Goldman Sachs elevou sua recomendação para as ações da Brava Energia (BRAV3) de “neutral” para “compra”, após a observação de um desempenho inferior ao esperado no mercado. O banco acredita que o papel agora oferece uma relação risco-retorno mais interessante, estabelecendo um preço-alvo de R$ 24,50, o que representa um potencial de valorização de 16% em comparação ao fechamento mais recente.

Apesar da Brava Energia ter uma produção de petróleo que poderia beneficiá-la em um cenário de alta dos preços do Brent, suas ações apresentaram crescimento de apenas 29% ao longo do ano, bem abaixo do avanço de 55% das empresas do setor no Brasil e 80% do Brent. No momento, as ações da Brava estavam cotadas a R$ 20,16, com uma queda de 5,31%, influenciadas pelo recente cessar-fogo entre os EUA e Irã, que fez os preços do petróleo caírem abaixo de US$ 100 por barril.

O Goldman Sachs atribui parte dessa performance abaixo das expectativas à estratégia de hedge da Brava, que protege cerca de 70% de sua produção a preços inferiores ao mercado atual, limitando o potencial de crescimento a curto prazo. No entanto, a expectativa é que essa proteção se reduza ao longo do tempo, com um possível rendimento de fluxo de caixa livre de 25% em 2027, com a projeção de um preço médio de US$ 72 por barril.

Ainda segundo o banco, desafios operacionais e preocupações sobre alocação de capital, especialmente após tentativas de aquisições como a da participação da Petronas em Tartaruga Verde, afetaram a confiança dos investidores. Entretanto, há uma previsão de crescimento de 12% na produção da Brava para o próximo ano, com expectativas de novos poços em Atlanta e Papa Terra.

Além disso, o Goldman Sachs indicou que a venda de ativos onshore poderia liberar valor e aumentar a remuneração aos acionistas. A preferência do banco no setor permanece com a PRIO (PRIO3), destacando seu valuation atrativo e crescimento orgânico, além da manutenção de recomendações de compra para a Petrobras (PETR3 e PETR4), apesar dos riscos políticos aos preços dos combustíveis.