Variante BA.3.2 do coronavírus identificada em 23 países, mas sem evidências de maior gravidade

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Um relatório recente dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos trouxe à tona discussões sobre a variante BA.3.2 do coronavírus, que foi identificada pela primeira vez em novembro de 2024 e já está presente em pelo menos 23 países. A Rede Global de Vírus, que monitora essa sublinhagem, ressaltou que não há evidências de que a BA.3.2 esteja relacionada a um aumento na gravidade da COVID-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também confirmou que a BA.3.2 não representa uma nova ameaça, enquanto especialistas locais, como a infectologista Rita Medeiros, ressaltam a importância da vigilância. A variante é considerada distinta devido ao seu número elevado de mutações, o que permite que ela escape parcialmente da imunidade adquirida por vacinas ou infecções anteriores, especialmente em grupos vulneráveis.

Embora a BA.3.2 possa facilitar um aumento no número de hospitalizações, não há evidências que sugiram que seja mais agressiva em comparação com variantes anteriores. Em relação às vacinas, a especialista enfatizou a necessidade de atualizar as formulações para se adequarem às novas variantes, semelhante ao que ocorre com a vacinação anual contra a gripe.

O Ministério da Saúde brasileiro informou que, até o momento, a variante BA.3.2 não foi registrada no país e que a distribuição regular de vacinas está em andamento. Além disso, é crucial que a população continue a seguir medidas de prevenção, como manter a higiene das mãos e evitar aglomerações. Se sentir sintomas, a orientação é permanecer em casa para proteger os mais vulneráveis.