China intensifica diplomacia na guerra do Irã com proposta de cinco pontos e apoio regional, apesar do desinteresse dos EUA.

A China intensificou sua atuação diplomática em relação à guerra no Irã, apresentando uma proposta de cinco pontos em parceria com o Paquistão, buscando apoio de países do Golfo e se opondo a uma sugestão das Nações Unidas que envolve o uso de força para liberar o Estreito de Ormuz. Esse movimento marca um esforço da China para assumir um papel mais significativo nas questões globais, embora haja céticos que considerem suas ações mais retóricas do que efetivas. Os Estados Unidos, por sua vez, demonstram desinteresse em relação às iniciativas de Pequim.
Sun Yun, diretor do programa China no Stimson Center, enfatizou que a guerra no Irã é uma prioridade global, oferecendo à China uma oportunidade de mostrar sua liderança e iniciativa diplomática. Por outro lado, Danny Russel, ex-diplomata sênior dos EUA, afirmou que a abordagem chinesa pode ser mais performativa e a comparou às propostas anteriores do país, como o plano de 12 pontos para a Ucrânia, que não foi implementado.
Em defesa das ações chinesas, Liu Pengyu, porta-voz da Embaixada da China em Washington, afirmou que o país tem trabalhado arduamente pela paz desde o início do conflito. A situação continua a evoluir, com a comunidade internacional observando de perto os desdobramentos das estratégias diplomáticas de Pequim.