Argentina considera apoiar militarmente os EUA no conflito com o Irã, mas enfrenta limitações operacionais e prioridades internas.

Governo Milei diz que Argentina pode apoiar militarmente os EUA em guerra no Ir

O governo argentino da gestão de Javier Milei reafirmou sua proximidade com os Estados Unidos e Israel ao considerar a possibilidade de apoio militar ao país norte-americano em seu conflito com o Irã. O secretário de Comunicação, Javier Lanari, declarou ao jornal espanhol El Mundo que, caso os EUA façam um pedido formal, a Argentina estaria disposta a oferecer assistência. Entretanto, não houve solicitação oficial e o governo evita discutir planos concretos.

Recentemente, Milei classificou o Irã como um inimigo durante eventos em Nova York e expressou confiança na vitória dos EUA e de Israel na disputa contra o regime persa. O presidente também anunciou a intenção de transferir a embaixada argentina de Israel de Tel Aviv para Jerusalém, uma ação que serve como um gesto simbólico de alinhamento com o governo israelense.

Nos bastidores, entretanto, membros das Forças Armadas e representantes do Ministério da Defesa minimizam a possibilidade de enviar tropas ou navios argentinos ao Estreito de Ormuz, um ponto central de tensão com o Irã. Segundo especialistas ouvidos pela imprensa local, a Argentina não possui atualmente as condições técnicas e operacionais adequadas para participar de uma missão desse tipo.

Além das limitações operacionais, os militares destacam os riscos políticos envolvidos em um conflito aberto no Oriente Médio, especialmente sem o respaldo da ONU. A preocupação é que uma intervenção direta poderia expor a Argentina a possíveis represálias como ataques terroristas, tornando o território nacional um alvo vulnerável.