CNI e Fiemg criticam redução da Selic como insuficiente para estimular a economia e investimentos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como correta, mas insuficiente, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa de juros Selic em 0,25 ponto porcentual. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 18, a CNI argumentou que a medida não é suficiente para reverter a queda da atividade econômica, destravar investimentos ou diminuir o endividamento, que são reflexos de uma política monetária excessivamente restritiva.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que a inflação está em desaceleração e que as expectativas do mercado para a alta dos preços estão dentro do intervalo de tolerância da meta. Segundo ele, esses fatores justificariam uma redução mais significativa na taxa básica de juros. Alban ainda destacou que a cautela do Banco Central permanece excessiva e continua a penalizar a economia.
Além da CNI, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também manifestou sua insatisfação em relação ao corte da Selic. Em nota, a entidade afirmou que a redução não atende às necessidades do setor produtivo, que aguardava um ajuste mais abrangente após quase dois anos sem alterações. O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, mencionou sinais de arrefecimento da economia e a necessidade de uma mudança na política monetária.
Roscoe enfatizou que persistir em uma política contracionista por um período prolongado não é aceito pelo setor, e acredita que uma ação mais contundente é essencial para garantir a competitividade da indústria nacional e atender às demandas do mercado interno.