Aluminium Bahrain inicia paralisia na produção, elevando preços do alumínio em meio a crise no Oriente Médio.

A Aluminium Bahrain BSC (Alba) iniciou uma paralisão gradual da produção em sua fundição, a maior do mundo em um único local. Essa medida vem em resposta às interrupções no setor, exacerbadas pela atual situação de conflito no Oriente Médio. A empresa desligou três linhas de produção, que representam 19% de sua capacidade total de 1,6 milhão de toneladas por ano. A ação visa preservar os estoques de matérias-primas e assegurar o funcionamento de outras áreas da planta, enquanto o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz continua a ser afetado.
Esta redução na produção da Alba é o mais recente episódio de instabilidade que impacta a indústria global de alumínio. Muitos fabricantes estão enfrentando preços elevados e bloqueios progressivos na oferta. Recentemente, os preços do alumínio na Bolsa de Metais de Londres alcançaram os maiores níveis desde 2022, refletindo as dificuldades do setor.
A empresa, sob controle estatal, enfrenta desafios com a interrupção nas exportações do metal e no recebimento de alumina, matéria-prima essencial para a produção. Essa situação é similar à da indústria no Catar, que foi forçada a reduzir sua produção de alumínio devido à falta de gás natural. Além disso, a indiana Hindalco Industries Ltd. anunciou a suspensão de vendas de produtos extrudados de alumínio devido a problemas no fornecimento de gás, embora tenha garantido que suas operações de extrusão ainda estão em andamento.
O alumínio é o metal industrial mais utilizado após o aço, e sua cadeia de suprimentos tem enfrentado choques periódicos que expõem fragilidades na complexa rede que a abastece, envolvendo minas de bauxita, refinarias de alumina e fundições especializadas.