Irã intensifica ataques a navios e aeroportos no Golfo Pérsico, mira na economia regional e gera tensões globais.

O Irã lançou ataques a navios comerciais nesta quarta-feira (11) no Golfo Pérsico e atingiu uma área próxima ao Aeroporto Internacional de Dubai, dando continuidade a uma ofensiva na região rica em petróleo. Essa situação ocorre em meio a crescentes preocupações globais sobre segurança energética e ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica. Embora quatro pessoas tenham ficado feridas, o fluxo de voos não foi interrompido, conforme informações do Escritório de Mídia de Dubai.
Além dos ataques aéreos, o comando militar do Irã informou que iniciaria operações contra bancos e instituições financeiras no Oriente Médio, o que representa uma ameaça especialmente significativa para Dubai, centro financeiro internacional, bem como para a Arábia Saudita e Bahrein. Tais ações visam aumentar a pressão sobre os Estados Unidos e Israel para que cessem seus ataques.
Na mesma manhã, um projétil atingiu um navio porta-contêineres nas proximidades do Estreito de Ormuz, incitando incêndio e forçando a maioria da tripulação a abandonar a embarcação, segundo informações do Exército britânico. O Kuwait anunciou a interceptação de oito drones iranianos, enquanto a Arábia Saudita relatou ter derrubado cinco drones que se dirigiam para o campo petrolífero de Shaybah.
O Irã tem interrompido o tráfego de carga no Estreito de Ormuz, um ponto crucial que representa cerca de 20% do petróleo mundial transportado para o Oceano Índico. O país também está focando em campos petrolíferos e refinarias nas nações árabes da região, com a intenção de provocar interrupções econômicas globais. O Conselho de Segurança da ONU planeja votar uma resolução nesta quarta-feira, proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo, que exige que o Irã cesse seus ataques contra vizinhos árabes.
Israel, por sua vez, anunciou ter intensificado os ataques em Teerã, após uma série de bombardeios considerados por moradores como alguns dos mais intensos desde o início do conflito. Explosões também foram relatadas em Beirute e no sul do Líbano, à medida que Israel ataca alvos associados ao Hezbollah, grupo militante alinhado ao Irã.