Suíça rejeita referendo para limitar população a 10 milhões em favor da estabilidade econômica e laços com a UE.

Neste domingo (14), a Suíça rejeitou uma proposta de referendo que pretendia limitar a população do país a 10 milhões de habitantes. O resultado preliminar revelou que cerca de 55% dos votantes se opuseram à medida, priorizando a estabilidade econômica e a continuidade das relações com a União Europeia, ao invés de restringir a imigração, que tem gerado preocupações sobre os serviços públicos e o mercado imobiliário.
A proposta, apoiada pelo Partido Popular Suíço, de orientação conservadora, estipulava que se o limite populacional fosse ultrapassado por dois anos consecutivos, o governo deveria encerrar o acordo de livre circulação de pessoas com a União Europeia, que é o principal parceiro comercial do país. A possibilidade de um resultado positivo no referendo gerou apreensão entre as empresas, devido ao potencial impacto na contratação de trabalhadores.
O governo suíço atuou ativamente para rejeitar a proposta. Após a divulgação do resultado, o ministro da Justiça, Beat Jans, expressou satisfação pela decisão do eleitorado, ressaltando que o governo continuará a trabalhar em medidas que abordem as preocupações em relação à habitação e imigração. Jans destacou que a votação reforça um sinal de estabilidade e abertura do país.
Analistas, como Urs Bieri da GFS Bern, apontam que, embora houvesse preocupações com o crescimento populacional, predominou o temor de que a aprovação da proposta prejudicasse as relações com a União Europeia e dificultasse a contratação de profissionais essenciais, como cuidadores.