Prefeitura de Limeira processa União por “omissão” após morte de jovem em salto de rope jumping sem segurança.

A prefeitura de Limeira anunciou que processará a União por omissão após a morte de uma jovem de 21 anos, que caiu durante uma atividade de “rope jumping” na Ponte do Esqueleto, no último sábado (13). Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização e manutenção da ponte é do Governo Federal, que já havia sido alertado sobre os riscos do local. O prefeito Murilo Félix afirmou que as questões de segurança na área são conhecidas há muitos anos.
A ponte, que faz divisa entre Limeira e Cordeirópolis, está em uma zona rural e é utilizada para diversas práticas esportivas, apesar de estar inutilizada há três décadas. Além da tragédia atual, em abril de 2024, um ciclista morreu na mesma ponte, e em agosto do mesmo ano, duas mulheres sofreram ferimentos graves em um acidente no local.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo arremessada da ponte sem a devida proteção. O “rope jumping”, modalidade em que um praticante é preso por uma corda ao saltar, não é regulamentado no Brasil, ao contrário do “bungee jumping”, que conta com normas de segurança. Marco Antonio de Campos, presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, criticou a falta de cuidadoso protocolo durante o salto da jovem, classificando o incidente como um “erro grotesco”.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo relatou que a morte foi confirmada no local após a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar. A Polícia Civil registrou o caso e seis pessoas foram detidas em relação ao acidente.