Copasa conclui privatização e arrecada R$ 8,4 bilhões, com a Equatorial Energia se tornando seu maior acionista.

Com montante de R$ 8,4 bi, Copasa tem 2ª maior privatização do setor de saneamento

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) concluiu seu processo de privatização na noite de quinta-feira, 11, gerando um total de R$ 8,4 bilhões nas duas fases de sua oferta secundária de ações. Essa operação é a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil por meio da bolsa, ficando atrás apenas da Sabesp, que movimentou cerca de R$ 15 bilhões em 2024. O governo de Minas Gerais, que detinha 50% da empresa, agora possui 5% e mantém o direito de veto nas decisões.

As ações foram comercializadas a R$ 49,03, mesmo valor pago pela Equatorial Energia, que se tornou o maior acionista individual da Copasa, adquirindo 30% da companhia por R$ 5,6 bilhões. No entanto, apenas o lote base de 56,4 milhões de ações foi vendido, totalizando R$ 2,8 bilhões. Um lote adicional, que poderia gerar quase R$ 1 bilhão, não foi comercializado, pois o governo mineiro optou por reter sua participação de 5% na empresa.

A Equatorial Energia firmou compromissos de universalização do acesso a água e saneamento em Minas Gerais até 2033. O CEO da empresa, Augusto Miranda, destacou que o setor de saneamento representa uma prioridade de crescimento para o grupo. A forte demanda por ações foi impulsionada pela expectativa de crescimento do setor e pela oportunidade de compra a um preço inferior ao do mercado.

Participaram da oferta diversos investidores, incluindo fundos soberanos e de pensão, sendo que 85% das ações foram adquiridas por investidores institucionais de longo prazo. A privatização da Copasa é uma das principais bandeiras do governo de Romeu Zema, que viu a empresa dobrar seu valor de mercado desde o início dos trâmites legislativos há um ano.