Sites de apostas pedem bloqueio de plataformas de previsão Kalshi e Polymarket no Brasil.

Sites de apostas solicitaram à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda a suspensão das operações das plataformas Kalshi e Polymarket no Brasil. O pleito foi feito em uma reunião ocorrida no dia 27 de setembro, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo na última segunda-feira (9). As mencionadas empresas operam como mercados de previsão, permitindo apostas sobre a ocorrência de eventos futuros, que podem variar desde resultados de reality shows até eleições.
As empresas de apostas, que recentemente foram regulamentadas no Brasil e pagaram R$ 30 milhões por uma licença de operação, argumentam que as plataformas de previsão se configuram como jogos. De acordo com essas empresas, a falta de sede das organizações Kalshi e Polymarket no Brasil faz com que suas operações sejam consideradas ilegais. Esse posicionamento já foi aceito em outros países com regulamentação para apostas, como o Reino Unido, França, Itália e Austrália.
Até o momento, nem o Ministério da Fazenda nem a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) se manifestaram sobre a solicitação. Em resposta a um pedido da Folha, a Fazenda confirmou que mantém diálogos com representantes do setor de apostas, mas não recebeu formalmente qualquer solicitação para bloquear os mercados de previsão.
As plataformas Kalshi e Polymarket também foram contatadas, mas não responderam. Em uma entrevista anterior à GloboNews, Luana Lopes Lara, fundadora da Kalshi, mencionou que a empresa está considerando abrir um escritório no Brasil.