EUA impõem restrições a imigrantes antes da Copa do Mundo, destacando deportação de árbitro somali.

Infantino marionete de Trump? Jornal francês ironiza política dos EUA na Copa

As recentes políticas anti-imigratórias dos Estados Unidos, à medida que a Copa do Mundo se aproxima, geraram críticas severas, como destaca o jornal francês L’Équipe. Segundo a publicação, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi comparado a uma “marionete” do governo de Donald Trump, em meio a um cenário complicado para os torcedores que desejam assistir ao torneio. A manchete “Bem-vindo aos EUA” reflete a situação das pessoas que têm sido impedidas de entrar no país.

Um exemplo destacado é o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que recebeu a designação da Fifa para apitar jogos da competição, mas enfrentou uma longa entrevista de 11 horas na imigração e foi detido antes de ter sua entrada barrada e ser deportado. Essa situação chama a atenção para as dificuldades enfrentadas por alvos de políticas restritivas.

Além de Artan, o jogador Aymen Hussein, da seleção iraquiana, também teve problemas com a imigração, passando cerca de sete horas detido antes de conseguir entrar nos Estados Unidos. Por outro lado, um fotógrafo da mesma seleção teve seu visto negado e precisou retornar a Bagdá. Quanto à seleção do Irã, que se encontra no México, foi permitida a entrada apenas nos dias de seus jogos, mas informações recentes indicam que agora poderão chegar um dia antes dos confrontos.

A atual edição da Copa do Mundo, que terá início no dia 11 e culminará com a final em 19 de julho, é histórica, pois contará com 48 seleções e será realizada em três países simultaneamente: Estados Unidos, México e Canadá.