Dexco enfrenta reestruturação com fechamento de fábricas e venda de ativos para melhorar lucro e reduzir dívidas.

Dona da Deca e Duratex, Dexco reduz suas linhas de produtos e vende ativos

A Dexco (DXCO3), proprietária de marcas como Deca e Duratex, está em meio a um processo de reestruturação que inclui a redução de sua linha de produtos, o fechamento de fábricas e a venda de ativos. Esse movimento visa melhorar a margem de lucro da empresa e reduzir suas dívidas, que têm gerado desconfiança entre analistas e investidores. Após a divulgação de seu balanço, as ações da Dexco sofreram uma queda de quase 5%.

Os analistas do BTG Pactual, que monitoram a situação da companhia, destacam que, apesar de alguns avanços na redução da alavancagem, a solução encontrada até agora não é considerada definitiva. Além disso, apontam que a reestruturação nas divisões de revestimentos cerâmicos e metais sanitários ainda enfrenta limitações. Eles ressaltam a necessidade de um aumento de confiança no mercado para que os investidores se sintam mais seguros em relação à evolução da empresa.

Em 2025, a Dexco registrou uma queda de 64% em seu lucro líquido, totalizando R$ 63 milhões, enquanto sua receita líquida permaneceu estagnada em R$ 8,2 bilhões. Avaliando a situação, analistas enfatizam a urgência da venda de ativos para melhorar a geração de caixa e controlar o endividamento, que era de R$ 5,51 bilhões no quarto trimestre de 2025.

Dentre as medidas adotadas, a Dexco encerrou a produção na fábrica da Deca em João Pessoa e concentrou suas operações em Pernambuco. Também suspendeu parte da produção na Região Sul para focar em itens de maior valor agregado. A empresa criou a Duratex Negócios Florestais para expandir suas atividades relacionadas à madeira e já anunciou a venda de ativos florestais, com a expectativa de reduzir sua alavancagem de 3,35 vezes para cerca de 2,7 até dezembro.