Fundos imobiliários enfrentam desafios em maio, com recuos e destaque para logística em novas recomendações.

Oportunidade à vista? 9 fundos imobiliários para comprar após mês de perdas no setor

Os fundos imobiliários enfrentaram dificuldades em maio, com o IFIX registrando queda de 1,33%. Esse desempenho foi influenciado pela elevação da curva de juros e o clima de incerteza em relação ao calendário eleitoral de 2026. No cenário internacional, o aumento dos preços do petróleo, impulsionado pelo conflito no Estreito de Ormuz, elevou as expectativas inflacionárias, enquanto o mercado se tornava mais cético em relação a cortes na taxa Selic, atualmente fixada em 14,50%.

Entre os diferentes segmentos, os fundos de recebíveis mostraram resistência, apresentando uma variação quase estável, enquanto os galpões logísticos recuaram apenas 0,9%. Contudo, shoppings e escritórios foram os mais afetados, com quedas de 2,6% e 3,4%, respectivamente. Especialistas do BB Investimentos apontam que fundos de crédito bem diversificados e de menor risco estão posicionados de maneira favorável no curto prazo.

Para o mês de junho, oito corretoras e casas de análise compartilharam suas recomendações. A preferência recaiu predominantemente sobre ativos logísticos. O fundo Vinci Logística (VILG11) se destacou, recebendo seis indicações, com ênfase em sua qualidade e contratos defensivos. O Bresco Logística (BRCO11) também foi mencionado em várias carteiras, elogiado pela qualidade técnica de seus ativos e a segurança de crédito.

Entre os destaques, estão ainda o fundo de shoppings HSI Malls (HSML11) e o BTG Pactual Logística (BTLG11), que receberam diversas indicações por suas promessas de dividend yields atrativos. Os fundos de recebíveis, como Kinea Rendimentos (KNCR11) e Mauá Capital Recebíveis (MCCI11), foram ressaltados pela alta gratificação em um cenário de juros elevados.