Brasil critica novo tarifaço dos EUA e defende avanços no combate ao desmatamento

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou nesta quinta-feira, 4, que a administração de Donald Trump desconsiderou os argumentos do Brasil em resposta a investigações que podem resultar na imposição de novas tarifas comerciais. O governo Lula interpretou o anúncio das tarifas, feito antes do término do prazo acordado entre os presidentes para negociação, como uma manobra política por parte de Trump.
Vieira se reuniu brevemente em Paris com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, antes de uma reunião da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O ministro enfatizou que o anúncio das novas tarifas ocorreu dentro do período definido pelos líderes e sugeriu que é necessário intensificar os esforços para normalizar as relações econômicas entre os países.
As investigações apontam para alegações de práticas comerciais desleais por parte do Brasil, incluindo questões relacionadas ao sistema de pagamentos Pix, desmatamento e trabalho forçado. Vieira argumentou que os EUA não consideraram as melhorias significativas que ocorreram no Brasil sob a liderança de Lula, como a redução do desmatamento na Amazônia.
O chanceler também mencionou a questão do etanol, onde as queixas americanas são relacionadas às tarifas aplicadas. O governo brasileiro defende que a discussão sobre tarifas deve incluir as barreiras impostas pelo mercado americano ao açúcar, citando a desproporcionalidade na comparação das taxas. O cenário atual apresenta desafios significativos para as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.