Deputados da base de Lula viajam aos EUA para contestar tarifas comerciais e criticar articulações da família Bolsonaro.

Deputados governistas vão aos Estados Unidos por ajuda contra Flávio, PCC e tarifaço

Um grupo de deputados federais da base de apoio ao governo Lula viajou aos Estados Unidos com o intuito de enfrentar a articulação da família Bolsonaro junto à Casa Branca e solicitar auxílio da oposição ao governo Trump em relação às novas tarifas comerciais impostas ao Brasil. A viagem ocorreu aproximadamente dez dias após uma reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Donald Trump, que precedeu o anúncio das tarifas pela administração americana.

A comitiva, composta por Pedro Uczai, Jandira Feghali, André Janones e Pedro Campos, planeja se encontrar com parlamentares democratas para discutir temas como crime organizado e relações comerciais. Em um vídeo publicado, Janones afirmou que a proposta é desvendar a conexão entre Flávio Bolsonaro e questões que envolvem investimentos e fraudes financeiras nos EUA, sugerindo que a ajuda dos legisladores americanos pode ser vital para investigações sobre uma suposta rede criminosa.

Os deputados trouxeram documentos e informações relacionadas ao caso Master, a maior fraude financeira do Brasil, que resultou na liquidação de um banco e um impacto significativo sobre diversos órgãos financeiros. O grupo menciona a potencial “triangulação financeira transnacional” envolvendo Flávio Bolsonaro, que supostamente solicitou recursos a Daniel Vorcaro para financiar um projeto cinematográfico sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Documentos indicam que esse movimento poderia ter ligação com a lavagem de dinheiro associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além de abordar o caso de Flávio Bolsonaro, a comitiva discute a questão das tarifas comerciais e o uso do sistema de pagamento Pix, ressaltando que o governo brasileiro deseja manter relações comerciais com os EUA sem interferências. Uczai enfatizou a necessidade de cooperação sem imposições externas, destacando que o Pix deve ser protegido como patrimônio nacional.

Por outro lado, a família Bolsonaro e seus apoiadores têm defendido, há mais de um ano, a classificação de organizações criminosas como terroristas, uma medida controversa que é rechaçada por especialistas e autoridades do governo Lula, temendo possíveis consequências, como intervenções militares estrangeiras e sanções econômicas.