Minidólar encerra em baixa de 0,41% sob influências do mercado externo e incertezas comerciais com os EUA.

Os contratos de minidólar (WDON26), com vencimento em julho, fecharam a última sessão em 5.041 pontos, apresentando uma queda de 0,41%. O desempenho da moeda foi impactado pela fraqueza do dólar em relação a outras divisas emergentes, em meio às esperanças de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã. As tensões no Oriente Médio continuam a ser monitoradas, enquanto os preços do petróleo e os juros dos Títulos do Tesouro dos EUA caíram, criando um ambiente menos arriscado para os investidores.
No Brasil, o mercado também focou nas discussões sobre uma eventual tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros. Analistas ressaltam que os traders de dólar estão atentos às negociações entre os dois países e ao cenário econômico americano, que permanecem como fatores principais na volatilidade do câmbio.
Analisando o gráfico de 15 minutos, observa-se que o minidólar mantém a tendência de baixa. O fechamento abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos indica uma pressão vendedora. Para que essa tendência continue, é crucial que o suporte em 5.037/5.029 pontos seja rompido. Caso isso ocorra, as perdas podem se intensificar, com possíveis novos alvos em 5.017,5/5.001 pontos.
Por outro lado, para uma recuperação, é necessário um fluxo comprador que supere as resistências em 5.048,5/5.057 pontos. Se esse patamar for ultrapassado, o mercado poderá buscar até 5.086,5/5.100 pontos. O gráfico diário sugere que a tendência principal ainda é de baixa, com necessidade de atenção aos suportes relevantes. A superação da faixa de 5.115,5/5.139,5 pontos poderia sinalizar uma recuperação mais consistente.
A situação permanece estável, com o Índice de Força Relativa (IFR) em 45,83 pontos, indicando um cenário neutro, sem extremos no mercado. As direções futuras dos minidólares dependerão das condições econômicas tanto no Brasil quanto nos EUA.