Relatório alerta que grupos terroristas, embora debilitados, ainda representam ameaças diversificadas aos EUA e cidadãos americanos.

Um novo relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) revela que, apesar da redução das forças extremistas ao longo dos anos, os riscos de ataques contra os Estados Unidos e cidadãos americanos ainda persistem. A pesquisa aponta a presença de diversos grupos armados de baixo nível e atores solitários que continuam a ameaçar a segurança no país.
Os autores do estudo ressaltam que, atualmente, os EUA não enfrentam uma única ameaça clara, como a que existia após os ataques de 11 de setembro ou no auge do Estado Islâmico. Ao contrário, se deparam com uma variedade de grupos e redes difusas que buscam causar terror e instabilidade. Além disso, o relatório destaca cortes nos investimentos em contraterrorismo, aumentando a probabilidade de alertas perdidos e conspirações não detectadas.
Embora organizações como Al-Qaeda e Estado Islâmico tenham perdido força, ainda têm a capacidade de inspirar ataques no Ocidente. Os autores alertam para a ameaça contínua de grupos terroristas, especialmente no Oriente Médio, onde a instabilidade permanece, apesar do esforço militar de países como Israel contra o Hamas e o Hezbollah.
O estudo também enfatiza a crescente incerteza no cenário africano, onde grupos como Al Shabaab e afiliados da al-Qaeda representam riscos significativos à segurança regional e global. A integração desses grupos em redes jihadistas internacionais, combinada ao uso crescente de tecnologia, como drones, aumenta a complexidade do enfrentamento ao terrorismo.