Ferrari enfrenta críticas e queda nas ações após lançamento do primeiro veículo elétrico, o Luce.

1º carro elétrico da Ferrari sofre forte reação negativa na Itália e em outros países

Ferrari enfrenta reações negativas com lançamento de seu primeiro veículo elétrico, o Luce

A Ferrari, uma das marcas mais icônicas do automobilismo, está enfrentando dificuldades com a recepção de seu primeiro carro elétrico, o Luce, apresentado recentemente. Desde o evento de lançamento, a fabricante italiana viu suas ações caírem cerca de 8%, refletindo críticas tanto de investidores quanto de entusiastas da marca. A pré-venda do Luce foi iniciada, com preços a partir de 550.000 euros (aproximadamente US$ 640.000), mas a resposta ao novo modelo tem sido tumultuada.

Análises apontam para uma possível crise de imagem da Ferrari, conforme o analista Harald Hendrikse, do Citi, questionou o impacto do Luce na percepção da marca. O design, que contou com a colaboração da agência LoveFrom, de Jony Ive, tem gerado opiniões divergentes. Enquanto alguns apreciam as inovações, muitos fãs da marca, conhecidos como Ferraristi, parecem não aceitar bem a estética arredondada do novo modelo, preferindo os traços clássicos e o som potente das tradicionais Ferraris.

Nas redes sociais, o Luce foi alvo de comparações desfavoráveis com o Nissan Leaf, um modelo elétrico mais acessível. As críticas se intensificaram, incluindo comentários de figuras notáveis, como Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, que expressou preocupação sobre o futuro da marca. Apesar disso, o CEO Benedetto Vigna declarou que o interesse pelo Luce tem sido significativo, o que gerou uma ligeira recuperação nas ações da empresa.

A Ferrari revisou suas metas para o futuro, prevendo que apenas 20% de sua linha de modelos de 2030 será elétrica, uma redução em relação à meta anterior de 40%. Esse movimento ocorre em um momento em que o mercado de veículos elétricos de luxo enfrenta estagnação, levando a questionamentos sobre a capacidade da Ferrari de competir neste novo cenário. Enquanto isso, os modelos a gasolina e híbridos da marca continuam a ser vistos como a principal fonte de lucro no curto prazo.