Taxas do Tesouro Direto caem, com destaque para o IPCA+ 2050 que opera abaixo de 7% ao ano.

As taxas do Tesouro Direto seguem em queda nesta quarta-feira (27), com os títulos de inflação de longo prazo apresentando os maiores recuos. O Tesouro IPCA+ 2050 passou a operar abaixo de 7% ao ano, caindo de 7,07% na terça para 7,00% hoje. O movimento ocorre em meio ao otimismo com a possibilidade de um cessar-fogo no Oriente Médio, que ofuscou um dado de inflação que superou as expectativas.
Além do IPCA+ 2050, outros títulos de inflação também tiveram quedas significativas. O IPCA+ 2060 com juros semestrais diminuiu de 7,27% para 7,21%, enquanto o IPCA+ 2045 caiu de 7,37% para 7,32%. O IPCA+ 2040 também registrou um recuo, passando de 7,35% para 7,29%.
Nos títulos prefixados, as variações foram mais moderadas. O Tesouro Prefixado 2029 teve um pequeno aumento, passando de 13,79% para 13,80%. Já o Prefixado 2032 caiu levemente de 14,03% para 14,02%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,11% para 14,07%.
Entretanto, o cenário econômico continua volátil. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio registrou um aumento de 0,62%, acima das projeções do mercado. Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, comentou que essa elevação pode pressionar o IPCA de curto prazo, mas não altera a política monetária no momento. O mercado reflete um tom otimista, com a alta do Ibovespa futuro e queda do dólar, apesar das tensões geopolíticas persistirem.