Rússia anuncia ataques sistemáticos a alvos em Kiev e pede que estrangeiros deixem a cidade.

A Rússia anunciou nesta segunda-feira (25) sua intenção de realizar “ataques sistemáticos” em Kiev, voltados principalmente a alvos relacionados às Forças Armadas ucranianas e centros de tomada de decisão. A advertência foi feita um dia após um dos mais intensos bombardeios à capital ucraniana desde o início da guerra, levando Moscou a pedir que estrangeiros deixassem a cidade. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, justificou os ataques como uma resposta a supostos “ataques terroristas” do regime ucraniano contra civis na Rússia.
Em resposta, Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, instou os aliados a não ceder à “chantagem russa”. Representantes da União Europeia também reafirmaram seu compromisso com a Ucrânia, alegando que o bloco “não vai a lugar algum” e que a Rússia visa semear pânico e isolamento. A chefe da missão da UE em Kiev, Katarina Mathernova, afirmou que a presença da União Europeia na cidade se manterá firme.
Os recentes ataques deixaram um saldo de duas mortes e 91 feridos em Kiev, onde a infraestrutura foi severamente danificada, incluindo um museu dedicado ao desastre de Chernobyl. Cerca de 300 locais em Kiev foram afetados, de acordo com o presidente Volodymyr Zelensky. Enquanto isso, os combates se intensificam também em outras regiões, com a Ucrânia atacando alvos na Rússia, enquanto Moscou responde com bombardeios a diversas cidades ucranianas.
A situação permanece tensa e volátil, com ambos os lados trocando acusações sobre ataques a civis desde o início da invasão em fevereiro de 2022. A diplomacia internacional ainda não conseguiu pôr fim ao conflito, e a Ucrânia estaria preparando reforços visando novas ofensivas russas previstas para o futuro próximo.