Julgamento do padrasto de Henry Borel é retomado após pedido de destituição de advogados e transferência para presídio de segurança máxima.

Jairinho desiste de novo adiamento, e julgamento do caso Henry começa

Uma nova fase no caso do assassinato do menino Henry Borel Medeiros começou com o retorno do julgamento de Dr. Jairinho, padrasto do garoto, no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (25). O réu solicitou a destituição de sua equipe de advogados devido à hospitalização de Fabiano Tadeu Lopes, seu advogado principal, que sofreu um infarto. Essa solicitação, que poderia adiar novamente o julgamento, foi interpretada pela juíza Elizabeth Machado Louro como uma tentativa de protelação.

Apesar de a defesa contar com oito advogados, Jairinho argumentou que Lopes era essencial para sua defesa, considerando seu conhecimento sobre as acusações contra ele. A juíza, no entanto, optou por transferir Jairinho de Bangu 8, uma prisão menos rigorosa, para Bangu 1, uma unidade de segurança máxima, em resposta a uma sugestão do promotor da acusação. Essa decisão também resultou no adiamento do julgamento de Monique Medeiros, mãe de Henry.

Durante a sessão, Jairinho pediu uma pausa para consultar novos advogados, incluindo seu filho, que estava na equipe anterior. Após essa interrupção, o julgamento prosseguiu com a seleção dos jurados, e a juíza apresentou a denúncia do Ministério Público. Estão previstas quatro testemunhas de acusação para este dia.

A denúncia afirma que, em 8 de março de 2021, Jairinho espancou o menino Henry, enquanto Monique foi omissa. Ele enfrenta acusações por homicídio qualificado, enquanto ela responde por homicídio por omissão. O pai da criança, Leniel Borel, que atua como assistente da acusação, reiterou o compromisso de expor a influente rede que, segundo ele, Jairinho utilizou para tentar encobrir evidências sobre o assassinato.