Deolane Bezerra e líder do PCC são presos por movimentações financeiras ilegais usando fintechs.

Caso Deolane revela como fintechs fizeram ‘explodir’ recursos do PCC, diz Polícia

A Polícia Civil de São Paulo realizou uma investigação financeira que revelou a relação entre a advogada e influenciadora Deolane Bezerra Santos e a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Após quase uma década de movimentações financeiras, os investigadores identificaram que o uso de fintechs aumentou drasticamente os valores movimentados pelo grupo criminoso. A análise está na representação da polícia para solicitar a prisão de Deolane, de Marco Camacho, conhecido como Marcola, e outros cinco suspeitos.

Os dados analisados, que abrangem de julho de 2022 a maio de 2024, mostram um crescimento significativo nas transações financeiras de Deolane, com um incremento de mais de R$ 30 milhões provenientes de empresas de pagamento, especialmente as fintechs. Segundo os investigadores, esse fenômeno é indicativo de como o crime organizado se adapta ao ambiente financeiro digital, levantando a necessidade de ações coordenadas por parte das autoridades.

Além de Deolane, a prisão inclui outros integrantes da facção, e a polícia destaca a presença de padrões de fracionamento e circularidade nos valores, com várias empresas relacionadas a Deolane sendo usadas como fachada para movimentações. A investigação também revelou que todos os depósitos nas contas da advogada foram feitos em quantias abaixo de R$ 10 mil, em um possível esforço para evitar detecções.

A operação culminou na prisão de Deolane em sua residência, no município de Barueri, logo após seu retorno de uma viagem a Roma. A Justiça também ordenou a inclusão de alguns dos alvos da operação na Difusão Vermelha da Interpol, visando sua captura internacional. A análise da movimentação financeira continua a ser uma estratégia fundamental para o combate ao crime organizado em sua nova forma digital.