STF não consegue notificar Mário Frias sobre emendas a ONG ligada ao filme de Jair Bolsonaro.

STF não consegue notificar Mário Frias sobre filme de Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta dificuldades para notificar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) em relação à sua suposta ligação com a destinação de emendas parlamentares para uma organização não-governamental. A ONG em questão é relacionada à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, na qual Frias é apontado como produtor-executivo.

Recentemente, um oficial de justiça dirigiu-se ao endereço do parlamentar em Brasília, mas foi informado pelo porteiro que Frias não reside mais no local há dois anos. Esse endereço foi fornecido pela Câmara dos Deputados após o ministro Flávio Dino, que é o relator do caso, solicitar a confirmação do local de residência do deputado. Em tentativas anteriores, o STF já havia procurado Frias em março e nos dias 7 e 14 de abril.

A apuração preliminar no STF investiga o possível desvio de R$ 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil, que está vinculado à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, ainda não lançado. O caso foi trazido ao tribunal por uma representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), enquanto Frias defende a legalidade das emendas, citando um parecer da Advocacia da Câmara que confirma não haver irregularidades.

A produção do filme ganhou notoriedade após uma conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro vir à tona, onde o senador teria pedido recursos para o financiamento das gravações. Após a divulgação da conversa, Flávio negou qualquer conotação de vantagem indevida e afirmou que os recursos eram de origem privada.