Reunião de mais de 40 países visa definir contribuições militares para missão de escolta no Estreito de Ormuz após cessar-fogo.

Reino Unido e França vão sediar reunião sobre missão de escolta de navios em Ormuz

Mais de 40 países se reunirão na próxima segunda-feira (11) para discutir suas contribuições militares a uma missão liderada por Reino Unido e França, destinada a escoltar navios no Estreito de Ormuz, assim que um cessar-fogo estável for alcançado. A expectativa é que os países participantes ofereçam capacidades de varredura de minas, escolta e policiamento aéreo, visando garantir a segurança das embarcações comerciais que cruzam essa importante rota marítima.

O Estreito de Ormuz, que é crucial para o trânsito de cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito mundial, tornou-se um ponto de tensão após o início de conflitos envolvendo EUA e Israel a partir de 28 de fevereiro. Desde então, a região enfrentou um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, resultando em desorganização nos mercados de energia e aumento significativo nos preços dos combustíveis.

O Reino Unido enviará seu navio de guerra HMS Dragon, equipado para destruir mísseis guiados, como parte dessa missão defensiva. Essa operação só terá início após a formalização de um cessar-fogo duradouro ou um acordo de paz. Enquanto isso, o Irã está avaliando uma nova proposta dos Estados Unidos para encerrar o conflito.

A situação gerou críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que questionou a falta de comprometimento do Reino Unido e de outros países da Otan em destinar navios de guerra para a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele também criticou a oferta britânica de enviar porta-aviões, considerando-a tardia e referindo-se às embarcações como “brinquedos”.