GPA conclui renegociação de dívida, reduzindo endividamento em mais de R$ 2 bilhões e melhorando liquidez.

Pão de Açúcar reduz dívida em mais de R$ 2 bi e ganha fôlego após acordo com credores

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) finalizou a renegociação de sua dívida em um processo de recuperação extrajudicial, permitindo uma melhora significativa em sua posição financeira. O novo acordo foi aceito por 57% dos credores não operacionais e inclui um período de carência de dois anos, alongamento dos prazos e redução nos custos financeiros. Com essa reestruturação, a empresa espera uma diminuição superior a R$ 2 bilhões em seu endividamento e um alívio de caixa que ultrapassa R$ 4,5 bilhões nos próximos anos.

A reestruturação abrange aproximadamente R$ 4,6 bilhões em dívidas e foi desenvolvida em três frentes: alongamento dos prazos, conversão de parte da dívida em capital e desconto para alguns credores. Para os credores que apoiaram o acordo, o GPA planeja emitir cerca de R$ 2,6 bilhões em novos instrumentos financeiros, incluindo debêntures e ações conversíveis. Os credores não apoiadores terão cerca de R$ 2 bilhões reestruturados com um deságio de 70%, reduzindo esse valor a cerca de R$ 600 milhões a serem pagos até 2036.

Pedro Albuquerque, diretor financeiro do GPA, ressalta que, com as novas condições, a dívida da companhia será reduzida para cerca de R$ 2,1 bilhões, o que representa aproximadamente 45% do montante original. Com essa reestruturação, mais de 70% dos pagamentos estão programados apenas para a partir de 2031, aliviando a pressão financeira no curto prazo.

De acordo com Alexandre Santoro, presidente do GPA, a renegociação foi necessária para alinhar a estrutura de capital ao desempenho operacional da empresa. O processo não impactou as operações do GPA, que continuou funcionando normalmente. Com a nova estrutura de capital, a empresa terá maior capacidade de investimento, visando melhorar suas lojas e a experiência do cliente. A formalização do acordo ainda depende de homologação judicial e está aberta à adesão de outros credores.