Senador atribui derrota do governo à antecipação da disputa eleitoral com rejeição de Jorge Messias ao STF.

Antecipação das eleições motivou rejeição de Messias pelo Senado, diz Randolfe

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), responsabilizou a antecipação das disputas eleitorais pela derrota do governo na recente votação sobre a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Rodrigues destacou que a decisão do Senado não foi baseada no currículo ou na reputação de Messias, mas sim nas política divididas entre as escolhas eleitorais de 2022, que resultaram em um Congresso majoritariamente conservador.

O senador apontou que a base de apoio ao presidente Lula é minoritária no Legislativo, com cerca de 35 senadores alinhados com o bolsonarismo. Desde a nomeação de Messias em novembro, já era esperado que a aprovação enfrentasse grandes dificuldades, intensificadas pela proximidade das eleições. Ele observou que a votação revelou um cenário desfavorável, com expectativas de votos favoráveis que se mostraram incorretas.

Rodrigues mencionou que, embora o presidente tenha ciência dos riscos envolvidos, houve uma decisão deliberada de seguir adiante com a indicação. Para ele, essa escolha foi correta, enfatizando que a nomeação ao STF é uma prerrogativa do presidente da República. Sobre novas indicações para a vaga no Supremo, o senador indicou que o futuro do processo depende diretamente da decisão do presidente Lula.