Estágio de foguete da SpaceX deve colidir com a Lua em 2026, destacando riscos do lixo espacial.

Estágio de foguete da SpaceX deve se chocar com a Lua em agosto de 2026

Um estágio superior de foguete da SpaceX, lançado em uma missão comercial em 2025, está previsto para colidir com a Lua no dia 5 de agosto de 2026, de acordo com cálculos de astrônomos utilizando o software Project Pluto. O objeto, conhecido como 2025-010D, seguirá uma trajetória que o levará a impactar uma área iluminada pela luz solar, próxima à borda visível do satélite e repleta de crateras.

Apesar de não representar risco para missões ativas, uma vez que não há infraestrutura na região prevista para o impacto, a situação chama atenção. Isso ocorre porque ilustra como estágios de foguetes enviados além da órbita terrestre podem permanecer em trajetórias pouco monitoradas e acabar colidindo com a Lua sem planejamento prévio. Enquanto o lixo espacial em órbita baixa é rastreado por sistemas de radar, objetos que seguem para a órbita lunar ficam fora do alcance da maioria dos sistemas de vigilância, dependendo de telescópios ópticos para acompanhamento.

Embora mais de mil observações tenham contribuído para a reconstrução precisa da órbita do estágio da SpaceX, a pressão da radiação solar gera incertezas sobre a posição exata do impacto. Cientificamente, espera-se um ganho limitado, já que sondas em órbita lunar podem registrar imagens da área antes e depois da colisão, mas a estrutura do estágio não é muito diferente de outros objetos já colididos com a Lua.

O evento é simbólico, especialmente com programas como Artemis, dos EUA, e missões chinesas ampliando a presença na Lua, o que pode aumentar o tráfego no entorno do satélite nas próximas décadas. Em um cenário com maior movimentação, trajetórias atualmente consideradas seguras podem cruzar com rotas de veículos tripulados ou satélites, aumentando o risco operacional.

Especialistas apontam soluções técnicas para mitigar tais situações, como enviar estágios excedentes para órbitas ao redor do Sol ao término das missões, mas essa abordagem ainda não é comum. Essa falta de práticas padronizadas resulta em um acúmulo gradual de sucata nas complexas rotas entre a Terra e a Lua.