Governo acelera liberação de emendas parlamentares, mas Jorge Messias é rejeitado para o STF.

governo acelerou emendas após marcação de sabatina, mas não evitou derrota

O governo federal intensificou a liberação de emendas parlamentares ao Senado após a marcação da sabatina de Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre 10 de abril, um dia após a definição da sabatina, até a data da votação, o empenho em emendas do Senado e da Comissão Mista do Congresso atingiu R$ 2,3 bilhões. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), aliado próximo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi um dos que mais receberam recursos em abril. A votação, que ocorreu em um clima tenso, resultou em um placar de 42 votos contrários e 34 a favor da indicação, sendo necessário um mínimo de 41 votos para aprovação.

A rejeição de Messias marca um momento histórico, pois é a primeira vez desde a criação do STF em 1890 que uma seleção presidencial é barrada desde 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. A derrota de Messias não foi apenas uma questão de votação, mas também envolveu articulações nos bastidores promovidas por Davi Alcolumbre, que buscou ampliar o número de votos contrários ao indicado. Informações indicam que Alcolumbre contatou senadores de diferentes alas políticas ao longo do dia da votação.

Além disso, poucos momentos antes da derrota, Alcolumbre havia comentado sobre a provável margem de derrotas de Messias, uma previsão que foi registrada por microfones da Mesa Diretora. O presidente do Senado, em uma nota, mencionou que sua declaração foi uma análise pessoal e que refletia sua experiência nas votações. Antes de definir o mês de abril para a sabatina, Alcolumbre havia inicialmente programado a realização para dezembro do ano passado, mas decidiu cancelar poucos dias antes do evento.