Câmara do DF aprova projeto que reduz em R$ 2,9 bilhões imóveis para socorro ao Banco de Brasília.

Câmara do DF aprova projeto e diminui escopo de imóveis para salvar BRB em R$ 2,9 bi

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um novo projeto do governo que reduz em R$ 2,9 bilhões o número de imóveis disponíveis para cobrir o déficit do Banco Master no Banco de Brasília (BRB). Em março, a Casa havia dado aval a um projeto do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), que incluía nove imóveis avaliados em R$ 6,6 bilhões. Esses bens poderiam ser vendidos, transferidos ou utilizados como garantias em empréstimos, mas geraram controvérsias e acabaram sendo alvo de questionamentos judiciais.

A proposta aprovada nesta semana exclui da lista dois imóveis significativos: a “Gleba A”, de 716 hectares, avaliada em R$ 2,3 bilhões e que integra uma área ambiental, e um terreno no SIA de 192 mil metros quadrados, avaliado em R$ 632 milhões. Com essas retiradas, os imóveis restantes totalizam um valor estimado em R$ 3,654 bilhões. Entretanto, o governo não forneceu uma avaliação atualizada dos terrenos.

Para resolver os problemas financeiros do BRB, a administração do Distrito Federal busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Esta operação é considerada essencial para evitar a liquidação do banco e cobrir as perdas do Master. Com a situação legal em torno dos imóveis, a governadora Celina Leão (PP) solicitou apoio ao governo federal para que a União ofereça garantias do Tesouro Nacional no empréstimo.

Nesta quinta-feira, a governadora, acompanhada por representantes do governo do DF, se reunirá com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir a situação do BRB. A análise do pedido de garantias por parte da União é um passo fundamental para a recuperação financeira da instituição.