Viktor Orbán deixa o Parlamento húngaro para reestruturar seu grupo político após derrota eleitoral.

Viktor Orbán, ex-primeiro-ministro da Hungria, anunciou que deixará seu cargo no Parlamento para dedicar-se à reestruturação de seu partido político, o Fidesz. A decisão foi divulgada neste sábado (25), poucos dias após sua derrota nas eleições de abril, que resultaram na ascensão do ex-aliado Péter Magyar e da coalizão Tisza, que conquistou uma expressiva maioria na Assembleia Nacional.
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Orbán justificou sua saída afirmando que sua presença não é necessária no Legislativo neste momento, mas sim na reorganização do “campo nacional”. A eleição teve uma alta participação popular e consolidou a derrota do Fidesz-KDNP, que ficou com apenas 52 das 199 cadeiras, enquanto o partido Nossa Pátria garantiu as seis restantes.
Com 62 anos, Orbán encerra uma era de protagonismo na política húngara, marcada por sua longa permanência parlamentar desde 1990. Apesar de sua saída do Parlamento, ele indicou intenção de continuar influente dentro do Fidesz e se dispôs a manter a presidência do partido, caso seja reeleito no congresso previsto para junho.
A nova Assembleia Nacional da Hungria realizará sua sessão inaugural em 9 de maio, quando os parlamentares eleitos assumirão oficialmente. A nova administração, à frente da qual está Magyar, iniciará seu mandato com uma ampla maioria, o que poderá facilitar a implementação de sua agenda política.