Governo de Minas Gerais inicia processo de privatização da Copasa com seleção de investidor de até 30% da companhia.

O governo de Minas Gerais avançou em sua estratégia de privatização da Copasa ao publicar, no dia 23 de março, o manual para a etapa prévia de seleção de um investidor de referência. Este investidor poderá comprar até 30% da companhia. O processo de cadastramento e qualificação dos interessados começará em 24 de abril e se encerrará em 8 de maio. A expectativa é que a desestatização seja finalizada até o final de abril, com movimentações financeiras entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.
A seleção será realizada pela B3 e está destinada a investidores profissionais, atuando individualmente ou em consórcio. Para participar, as empresas interessadas deverão comprovar experiência em infraestrutura, com investimentos mínimos de R$ 6,3 bilhões, além de fornecer garantias financeiras de pelo menos R$ 7 bilhões, caso avancem para a fase final.
O acordo de acionistas prevê que o Estado mantenha uma participação de até 5% na Copasa e contará com uma ação especial que lhe conferirá prerrogativas na governança. O governo terá também o direito de indicar membros para os conselhos de administração e fiscal, além de influenciar decisões estratégicas. Entre as condições estabelecidas, destaca-se um prazo de lock-up de 90 dias para a venda de ações por parte do Estado.
A operação ocorrerá por meio de uma oferta secundária, o que pode resultar na perda do controle acionário pelo Estado. Entretanto, a conclusão desse processo ainda depende de definições sobre o modelo regulatório e da aprovação final do Tribunal de Contas do Estado, que autorizou o andamento com a condição de análises finais. A Copasa esclareceu à Comissão de Valores Mobiliários que a decisão do tribunal não impede a oferta de ações, mas orienta que as etapas finais aguardem a deliberação conclusiva do órgão.