Estudantes da USP aprovam greve em protesto contra propostas da reitoria e exigem melhorias nas condições da universidade.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) decidiu entrar em greve após aprovação em assembleia realizada na Cidade Universitária, nesta quarta-feira, 15. O movimento, que surgiu em resposta à criação de um bônus exclusivo para professores, já contava com a adesão dos servidores da universidade desde a terça-feira, 14.
Durante a assembleia, os alunos expressaram sua insatisfação por meio de protestos, sem que a reitoria se manifestasse a respeito. Em suas reivindicações, os estudantes pedem melhorias no bandejão, inclusão de vestibular para pessoas indígenas e cotas para a população trans, destacando a necessidade de maior igualdade na instituição.
A reitoria da USP afirmou que haverá um investimento significativo para apoio à permanência e formação estudantil e que a qualidade dos restaurantes universitários é monitorada. Porém, enfatizou que manterá diálogo com as entidades estudantis para tratar das demandas apresentadas.
O movimento foi celebrado pelo Sintusp, que uniu estudantes e funcionários na luta por melhorias. A paralisação já conta com o apoio de grêmios estudantis de diferentes faculdades, e cada centro acadêmico deve agora convocar assembleias para decidir sobre a adesão direta à greve.