Delcy Rodríguez enfrenta teste político após terremotos na Venezuela enquanto adversária pede retorno ao país.

Tragédia na Venezuela vira teste político para Delcy Rodríguez

Venezuela enfrentando crises após terremotos: Teste político para Delcy Rodríguez

Os recentes terremotos que afetaram a Venezuela desencadearam uma nova crise humanitária e um desafio político significativo para Delcy Rodríguez, que enfrenta o fim de seu mandato interino nesta sexta-feira (3). Em sua primeira coletiva de imprensa desde o desastre, Rodríguez defendeu energicamente as ações do governo no atendimento às vítimas, enquanto sua principal adversária política, María Corina Machado, exilada e laureada com o Nobel da Paz, fez um apelo para retornar ao país, alegando que a resposta do governo evidenciou fragilidades em sua administração.

Machado, que se pronunciou de Panamá, afirmou que sua presença na Venezuela seria fundamental para estabilizar a situação e unir as pessoas diante da atual emergência. Ela criticou a resposta oficial ao desastre, considerando-a lenta e desorganizada, e destacou que o país necessita de líderes confiáveis. Simultaneamente, informações oficiais indicam que os terremotos deixaram mais de 2.295 mortos e 11 mil feridos, mas a oposição também tem mobilizado esforços para localizar mais de 36 mil pessoas desaparecidas.

Em contraste com as críticas de Machado, o governo dos Estados Unidos expressou apoio a Delcy Rodríguez e desencorajou o retorno da líder opositora, avaliando que seu retorno poderia desviar o foco da recuperação das áreas afetadas. Funcionários americanos relataram frustração com as tentativas de Machado de retornar e o governo venezuelano, ciente de sua intenção, chegou a fechar o espaço aéreo comercial para impedir sua chegada.

Rodríguez, por sua vez, tem enfrentado acusações sobre a lentidão nas operações de resgate, as quais ela desmentiu, afirmando que milhares de agentes trabalharam rapidamente na ajuda às vítimas. Enquanto isso, imagens de um resgate bem-sucedido de um sobrevivente em meio aos escombros foram divulgadas, tentando criar um contraponto às narrativas de ineficiência do governo. Neste contexto, o término do mandato interino de Rodríguez gerará novas incertezas políticas, podendo resultar em novas eleições se a Assembleia Nacional optar por declarar a presidência vagante.