Acordo entre EUA e Irã estabelece cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz, elogiado por líderes internacionais.

Lideranças internacionais expressaram apoio à concretização de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, anunciado no domingo, 14. O secretário-geral da ONU, António Guterres, parabenizou ambas as nações pela iniciativa, que inclui um cessar-fogo permanente e a reabertura do Estreito de Ormuz, promovendo assim um caminho para novas negociações. Guterres ressaltou que esta é uma etapa significativa em direção à resolução pacífica do conflito.
O presidente da França, Emmanuel Macron, também se manifestou a favor do acordo, enfatizando a necessidade de sua implementação rápida e completa por todas as partes envolvidas. Desde o início dos conflitos, que tiveram início no final de fevereiro, o Líbano se viu envolvido após ataques de grupos aliados ao Irã a Israel. Macron mencionou que a reabertura do Estreito de Ormuz, cuja supervisão será realizada por uma missão internacional, é uma prioridade urgente.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o acordo como um avanço crucial para a estabilidade da região do Oriente Médio e para o fim da guerra. Ele sublinhou a importância de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e de finalizar os detalhes do acordo nuclear com o Irã. Starmer também se disse disposto a apoiar as negociações técnicas que se seguirão.
Em uma declaração conjunta, representantes da França, Reino Unido, Alemanha e Itália afirmaram que este é um momento oportuno para restaurar a estabilidade e a economia global. O comunicado sublinha a necessidade de que o Irã não desenvolva armas nucleares e expressa a disposição de trabalhar com os EUA, o Irã e a AIEA para garantir que medidas claras e verificáveis sejam implementadas, podendo levar à suspensão de sanções.