Lojas de departamento brasileiras se mantêm líderes no mercado de massa, apesar da entrada de novas marcas internacionais.

Um mapeamento da XP Investimentos analisou o mercado de vestuário entre oito grandes redes de média renda no Brasil. O estudo destacou que, apesar das recentes transformações no cenário competitivo, como a entrada de marcas globais e a eliminação do imposto de importação para compras internacionais abaixo de US$ 50, as varejistas nacionais de departamento ainda dominam o setor. A Lojas Renner (LREN3) foi apontada como a escolha preferencial dos analistas por sua postura competitiva em comparação com outras marcas listadas na B3.
O levantamento revelou que as redes Shein, Renner, C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) concentram a maior parte de seus estoques na faixa de preços inferior a R$ 200, visando o consumidor de massa. Entre as lojas físicas, a Renner lidera com cerca de 88% de seu catálogo nesta categoria. A Shein se destaca pela variedade de produtos, enquanto a Renner lidera o mercado físico tradicional e a C&A ocupa uma posição intermediária.
No que tange às faixas de preço, a Zara se posiciona exclusivamente como uma marca premium, com preços médios de R$ 399, mais de duas vezes e meia o valor médio da Renner. Já as estreantes H&M e Bershka colocam-se em uma faixa de preços que as posiciona entre as lojas de departamento brasileiras e a Zara. As políticas de desconto também foram destacadas; tanto a Shein quanto a Renner operam com uma significativa proporção de produtos em promoção.
Finalmente, a XP destacou que os investimentos contínuos das varejistas locais em cadeias de suprimentos e percepção de marca ajudaram a proteger o mercado físico contra novos concorrentes. O estudo conclui que, mesmo frente à concorrência global e pressões do e-commerce, as empresas tradicionais têm conseguido manter suas margens operacionais e o valor agregado de seus produtos.