Ouro fecha em alta com esperanças de acordo entre EUA e Irã, mas ainda registra perdas semanais.

O preço do ouro encerrou a jornada desta sexta-feira, 12, em alta, impulsionado pelas expectativas de um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã. Essa perspectiva teve impacto no dólar e diminuiu as preocupações sobre um aperto monetário por parte do Federal Reserve (Fed). Apesar da alta registrada hoje, os metais preciosos enfrentaram perdas ao longo da semana.
Na Comex, o ouro para agosto subiu 3%, atingindo US$ 4.238,80 por onça-troy, embora tenha acumulado uma perda semanal de 2,9%. A prata para julho também teve ganhos, subindo 6,20%, a US$ 67,97 por onça-troy, mas ainda assim registrou uma perda de 1,6% na semana. O aumento nos preços do ouro foi evidente desde o início do dia, conforme novas informações sobre as negociações no Oriente Médio surgiam.
O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de desinformação em relação às negociações, mas horas depois, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, minimizou as especulações, afirmando que as partes estão mais próximas de um tratado do que nunca. A expectativa de um avanço nas tratativas gerou otimismo no mercado, especialmente sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, o que influenciou a queda dos preços do petróleo.
Entretanto, o Deutsche Bank observou que os investidores estão reduzindo as expectativas de aumentos rápidos nas taxas de juros pelo Fed para 2026, enquanto o TD Securities alertou que o mercado de metais preciosos ainda enfrenta pressões significativas. O banco canadense também destacou que a fragilidade do acordo e os preços elevados da energia mantêm os metais sob vigilância, sugerindo que uma queda do ouro abaixo de US$ 4.000 pode ser evitada se as negociações continuarem a sustentar preços de petróleo em baixa.