Moradores de São Petersburgo são orientados a permanecer em casa após ataque em grande escala de drones ucranianos.

Moradores de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, receberam orientações para permanecer em casa após um ataque em grande escala de drones ucranianos na manhã de sábado, 6 de outubro. Esta ação evidencia a crescente capacidade da Ucrânia de atingir alvos dentro do território russo, um dia após o presidente Vladimir Putin ter recusado um convite de seu homólogo ucraniano, Volodmir Zelensky, para um encontro.
O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, alertou a população sobre possíveis interrupções nos serviços de internet móvel, enquanto seu colega da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, relatou que 141 drones foram abatidos. O Ministério da Defesa da Rússia também anunciou que suas defesas aéreas conseguiram interceptar 376 drones.
Zelensky comentou sobre o ataque nas redes sociais, destacando que os drones ucranianos percorreram cerca de 1.000 quilômetros para atingir a região. Embora não tenham sido relatadas vítimas no momento, o incidente constrange Putin ao mostrar que a guerra está mais próxima da realidade russa do que ele gostaria.
Na quarta-feira anterior, um ataque de drone já havia causado danos a um terminal de petróleo em São Petersburgo, coincidentemente antes da abertura do Fórum Econômico Internacional da cidade. Durante o evento, Putin afirmou que a Rússia reforçará suas defesas aéreas em resposta aos ataques ucranianos.
Na Ucrânia, surtos de violência continuam, com ataques russos na região de Dnipropetrovsk resultando em uma morte e feridos, e uma ofensiva em Zaporizhzhia provocando incêndios em um estacionamento. A Força Aérea Ucraniana informou que, na mesma madrugada, os russos lançaram 272 drones, dos quais 249 foram abatidos.