Companhias aéreas adiam decisões sobre compra de aeronaves devido a incertezas relacionadas à guerra no Irã.

Companhias aéreas adiam decisões sobre compra de aeronaves devido à incerteza geopolítica
No Rio de Janeiro, o presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, informou que algumas companhias aéreas estão postergando a decisão sobre o exercício de opções de compra de aeronaves. A incerteza gerada pela guerra no Irã, que impactou os preços do combustível de aviação, está levando essas empresas a serem mais cautelosas. Embora a fabricante não tenha notado pedidos de adiamento nas entregas nem uma desaceleração nas vendas, existe uma deferência aos compromissos futuros.
Gomes Neto participou da cúpula anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo e destacou que algumas companhias estão adiando o exercício de opções previamente firmadas para melhor entender a situação atual. Apesar disso, ele acredita que as campanhas de vendas ativas continuam, com expectativa de boas oportunidades de negócios durante o Farnborough Airshow, no Reino Unido, no próximo mês.
A Embraer possui uma carteira de pedidos comerciais que cobre quase cinco anos de entregas e planeja aumentar a produção, com previsões de entregar entre 80 e 85 aeronaves em 2023 e de 95 a 100 em 2027. A empresa acena para um cenário favorável, ressaltando que as melhorias nas cadeias de suprimentos ajudam, mais do que a solução de tensões geopolíticas.
Ainda segundo Gomes Neto, a Embraer está focada em melhorar as margens de sua unidade de aviação comercial, através da renegociação de contratos menos rentáveis e com a expectativa de uma demanda mais robusta, que possibilitará melhores preços em negócios futuros.