Oposição enfrenta resistência no Senado e perde apoio à PEC da escala 7×0 após mobilização sindical.

Após críticas, senadores recuam e esvaziam PEC alternativa à 6×1

A oposição no Senado enfrenta dificuldades para viabilizar uma alternativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho de 6×1. Após a aprovação da PEC pela Câmara, que reduz a carga horária semanal e garante dois dias de descanso remunerado, a iniciativa liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) começou a perder apoio. Críticas nas redes sociais e mobilizações de sindicatos intensificaram essa resistência.

Os parlamentares de esquerda passaram a associar a proposta da oposição a uma potencial ampliação da jornada de trabalho, rotulando-a de “PEC da escala 7×0”. Em resposta, dirigentes sindicais têm feito uma ofensiva em busca de apoio contra a proposta, alertando para os riscos da desvalorização da presença sindical nas negociações trabalhistas.

Desde o início da semana, centrais sindicais têm fortalecido seus diálogos com representantes em diversos estados. A pressão resultou na retirada de apoio de alguns senadores, como Zequinha Marinho (Podemos-PA), que argumentou contra a exclusão dos sindicatos nas negociações. Outros senadores, como Cleitinho (Republicanos-MG) e Romário (PL-RJ), também se afastaram da proposta, apontando uma reavaliação com base na reação popular.

Esses eventos refletem a complexidade do panorama político e as tensões entre diferentes grupos dentro do Senado, considerando os impactos diretos nas relações de trabalho e na participação das entidades sindicais nas discussões sobre reformas trabalhistas.