Irã condena ataques dos EUA a petroleiro e telecomunicações, afirmando violação de cessar-fogo e direito internacional.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã repudiou, nesta quarta-feira (3), os ataques atribuídos aos Estados Unidos contra um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz e uma torre de telecomunicações na ilha de Qeshm. Teerã destacou que essas ações violam o cessar-fogo em vigor e o direito internacional. Em um comunicado oficial, o governo iraniano responsabilizou os países do Kuwait e do Bahrein por supostamente permitirem o uso de seus territórios para a realização das operações.
Conforme a chancelaria iraniana, os ataques ocorreram nas primeiras horas do dia e configuram uma “violação flagrante” da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força nas relações internacionais. Além disso, o Irã afirmou que a ofensiva contraria o acordo de cessar-fogo previamente estabelecido entre as partes envolvidas.
Teerã alertou que qualquer nação que autorizar o uso de seu espaço aéreo, águas ou bases militares em operações contra o Irã poderá ser considerada cúmplice de um ato de agressão, de acordo com a Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU. O governo iraniano reafirmou seu “direito inerente de defesa” e apontou que retaliará usando “todos os meios disponíveis” para proteger sua soberania.
A chancelaria também enfatizou que a responsabilidade por possíveis consequências da escalada de tensões recairá sobre os “agressores americano-sionistas” e sobre os países que colaborarem com os Estados Unidos, oferecendo suporte territorial ou infraestrutural para tais ações contra a República Islâmica.