EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com expectativa de negociações para evitar sanções.

Governo vê margem para negociação após EUA ameaçarem tarifa de 25% ao Brasil

O Brasil voltou a ser alvo de tarifas comerciais propostas pelos Estados Unidos, com uma nova medida que poderá impor um acréscimo de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. A proposta, anunciada na terça-feira (2), ocorre em um contexto de tensões comerciais entre os dois países, em que o governo americano considera algumas práticas econômicas do Brasil como desleais.

Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva ainda acreditam na possibilidade de chegar a um acordo que evite a implementação das tarifas. O Itamaraty mantém canais de diálogo abertos, com expectativa de que as negociações avancem nas próximas semanas. Essa resolução é considerada uma prioridade após a primeira rodada de tarifas imposta no ano passado.

O relatório que fundamenta a proposta de tarifa foi elaborado com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana e abrange temas como serviços de pagamento eletrônico e proteção à propriedade intelectual. Nos últimos dias, representantes do Brasil têm se reunido com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em busca de alternativas para mitigar as sanções.

A divulgação das novas tarifas causou perplexidade no governo brasileiro, especialmente em um momento que coincide com reuniões de autoridades brasileiras com Trump. Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro participou de uma reunião na Casa Branca, onde discutiu o enquadramento de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Essas interações entre políticos brasileiros e a administração Trump levantam discussões sobre a postura do governo norte-americano em relação ao Brasil.