Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar vendas no varejo, com destaque para artigos esportivos e eletrônicos.

A menos de 15 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, a expectativa é de um aumento significativo na demanda de vários setores, especialmente no varejo. A competição, que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, deverá impactar positivamente as vendas de camisetas, eletrônicos e bebidas, segundo análises de especialistas do setor. Destaca-se que o Grupo SBF (SBFG3) deve se beneficiar com a maior procura por camisetas oficiais da seleção.
O Magazine Luiza (MGLU3) e o Grupo Casas Bahia (BHIA3) também têm potencial para lucrar com o aumento nas vendas de TVs e outros eletrônicos. A XP Investimentos aponta o Mercado Livre (BDR: MELI34) e a Amazon (BDR: AMZO34) como protagonistas na venda de eletrônicos, devido às dinâmicas de frete rápido que oferecem. Em um cenário favorável, a Heineken é citada como beneficiária, não apenas pelo campeonato, mas também pelas condições climáticas, que tendem a impulsionar o consumo em bares e restaurantes.
Historicamente, as vendas de artigos esportivos crescem entre 20% e 40% durante o torneio. O Banco Safra estima um desempenho melhor em relação a 2022, quando a cadeia de suprimentos da Nike afetou negativamente a oferta. Para este ano, o Grupo SBF projeta a venda de 850 mil camisas oficiais e 150 mil itens relacionados à Copa, em uma estratégia que busca garantir margens saudáveis.
Entretanto, o evento traz desafios para o fluxo de clientes no varejo físico. A XP alerta que dias de partidas da seleção brasileira tendem a ver uma redução nas vendas, com dados de 2018 indicando uma queda de até 15% nas vendas durante os jogos. Nesse contexto, os canais digitais devem apresentar um desempenho superior em relação ao varejo tradicional.