Polícia apreende 285 mil figurinhas falsificadas da Copa do Mundo em operações no Rio e São Paulo.

No dia 22 de setembro, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), apreendeu 200 mil figurinhas falsificadas do álbum da Copa do Mundo de 2026. O material, que seria distribuído na capital e na Região Metropolitana do estado, representa um novo golpe na comercialização de produtos não oficiais. Em São Paulo, a situação não foi diferente, com a apreensão de 85 mil álbuns e figurinhas ilegais no dia 28 de setembro.
A venda de figurinhas falsificadas também ocorre de forma intensa na internet, onde anunciantes oferecem arquivos em formato PDF, permitindo que os consumidores imprimam os produtos em casa. Essa prática prejudica especialmente aqueles que desejam completar o álbum de forma legítima. O delegado Victor Tutman alerta sobre como identificar as figurinhas falsas: preços abaixo dos R$ 7 tabelados pela Panini, texturas inadequadas das embalagens e impressões de baixa qualidade são alguns sinais.
Casos de consumidores decepcionados têm surgido. Fernando Bruno, de 47 anos, comprou pacotinhos por R$ 5 em um metrô de São Paulo, apenas para descobrir que as figurinhas eram de má qualidade e não se pareciam com as originais. Além disso, Gabriel Alves, de 25 anos, teve um prejuízo de R$ 199,77 ao adquirir figurinhas pela TikTok Shop, que resultaram ser falsificadas. Apesar de solicitar reembolso, ele adverte que o vendedor parece ter continuado a operação com um novo perfil na plataforma.
Diante dessas situações, os consumidores são aconselhados a optar sempre por pontos de venda confiáveis, como bancas de jornal e redes de supermercados, evitando a compra de produtos em canais suspeitos. A crescente incidência de fraudes evidencia a importância de verificar a procedência dos itens antes da compra, especialmente em datas tão emblemáticas como a Copa do Mundo.