Ibovespa registra maior queda mensal de 2023, com recuo de 7,22% devido à saída de investidores estrangeiros.

O Ibovespa registrou em maio o seu pior desempenho mensal de 2023, com uma queda de 7,22%. Essa retração é atribuída à saída de investidores estrangeiros do mercado, somando uma desagregação líquida de R$ 14,1 bilhões até o dia 27, excluindo ofertas de ações. O cenário foi marcado por 21 papéis que apresentaram quedas superiores a 10%, com a Cosan (CSAN3) liderando as perdas ao recuar 25,49%. Em contraste, apenas seis ações conseguiram valorizações acima de 10%, destacando-se a Usiminas (USIM5) com um crescimento de 34,63%.
A Cosan publicou um prejuízo líquido de R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre de 2026, embora tenha melhorado em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando registrou perdas de R$ 1,8 bilhão. O desempenho resultou em uma queda significativa nas ações, impactadas por um plano de reestruturação da Raízen (RAIZ4), que também possui vínculos com a Cosan. Outro papel de destaque negativo foi o Magazine Luiza (MGLU3), que teve uma desvalorização de 25,25% após reportar prejuízo de R$ 34 milhões no trimestre.
A Vamos (VAMO3) também vivenciou um mês desafiador, com uma baixa de 20,52% após o anúncio da mudança na liderança e resultados ruins. A Axia (AXIA6) e a Vivara (VIVA3) completam a lista das maiores quedas, com desvalorizações de 16,07% e 15,55%, respectivamente. Enquanto isso, a Usiminas e a CSN foram as principais entre as valorizações, com altas significativas que indicam uma recuperação nas expectativas do setor.
Analistas continuam a observar o cenário econômico, ressaltando que a queda generalizada das ações reflete incertezas macroeconômicas e um ambiente desafiador para diversos setores. A expectativa é que medidas de política monetária e a evolução da demanda por produtos possam influenciar a recuperação da bolsa brasileira nos meses seguintes.