Procuradoria denuncia nove por venda de sentenças no STJ em esquema de corrupção.

A Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia contra nove indivíduos por suposto envolvimento em um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). As investigações, conduzidas pelo Ministério Público Federal, envolvem crimes como corrupção ativa e passiva, violação de sigilo, lavagem de capitais e organização criminosa, e ocorrem no período entre 2019 e 2023.
Entre os denunciados estão ex-servidores do STJ, como Márcio José Toledo Pinto, que trabalhou no gabinete da ministra Nancy Andrighi, e Daimler Alberto de Campos, ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Galotti. Além deles, foram acusados um lobista, Andreson de Oliveira Gonçalves, e sua esposa, a advogada Mirian Gonçalves. É importante ressaltar que ministros do STJ não estão sendo alvo da investigação.
A denúncia decorre da Operação Sisamnes, que apontou irregularidades na corte, incluindo acesso antecipado a minutas de votos e possíveis tentativas de influenciar a distribuição de processos. De acordo com um relatório da Polícia Federal, foi identificado um “mercado paralelo de influência” estruturado em três núcleos: servidores do STJ, advogados e intermediários, além de empresários, especialmente do setor agroindustrial.
Investigadores afirmam que contratos de alto valor foram estabelecidos para garantir decisões previamente acordadas, o que compromete a integridade do sistema judiciário em favor de interesses econômicos.